Monte Verde começa a cobrar taxa ambiental de turistas: como a nova regra pode mudar o destino

Publicado: 01/07/2026
Por: Cidades Brasileiras

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Um dos destinos de inverno mais procurados do Brasil acaba de estrear uma regra que deve mudar a rotina de quem visita o distrito: a partir desta quarta-feira, 1º de julho de 2026, Monte Verde, em Minas Gerais, passa a cobrar a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) de turistas. A medida vale para veículos que chegam ao distrito, será feita de forma 100% digital, sem cancelas, e os valores variam de R$ 4,60 a R$ 73,60 por veículo, dependendo da categoria.

O que muda na prática

A principal novidade é que não haverá parada obrigatória na entrada de Monte Verde. A prefeitura de Camanducaia, município ao qual o distrito pertence, vai usar câmeras com reconhecimento automático de placas para identificar veículos, registrar a entrada e gerar uma cobrança digital. O pagamento será feito exclusivamente por meio do portal oficial ou do aplicativo da prefeitura.

A taxa não se aplica a moradores de Monte Verde, de Camanducaia e de municípios vizinhos como Extrema, Cambuí e Itapeva, além de veículos oficiais e prestadores de serviço previamente cadastrados.

Quanto custa

O valor é calculado com base na Unidade Fiscal do Município (UFM) e classificado conforme o tipo de veículo:

  • motos: R$ 4,60
  • carros de passeio: R$ 9,20
  • veículos utilitários: R$ 13,80
  • vans: R$ 32,20
  • microônibus e caminhões: R$ 46,00
  • ônibus: R$ 73,60

Para onde vai o dinheiro

A promessa da administração municipal é que toda a arrecadação da TPA volte para o próprio distrito. Os recursos estão previstos para custear manutenção de áreas verdes, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, ações de preservação ambiental e melhorias na infraestrutura turística. Entre os locais beneficiados estão o Parque do Cadete e as trilhas ecológicas da região.

O que esperar do ponto de vista do turismo

A taxa começa em momento estratégico: julho é um dos meses mais movimentados do inverno em Monte Verde. A explicação oficial é que a cobrança ajuda a financiar justamente o que torna o destino atrativo — natureza, trilhas, paisagem e organização local. Ao mesmo tempo, a novidade desafia o setor a explicar claramente o valor ao visitante e a usar a receita de forma visível, para que a taxa seja percebida como investimento, e não como um custo extra sem retorno.

Se a aplicação dos recursos for transparente, a medida pode até se tornar referência para outros destinos turísticos que também buscam conciliar receita, conservação e gestão de fluxo de visitantes.

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